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A poucos metros da E.N. 102, já nas proximidades de Vila Nova
de Foz Côa, o conjunto urbano da Quinta do Chão d' Ordem integra-se
num tipo de paisagem onde a placidez da Beira se casa com
a dignidade do Alto-Douro, qualidades naturais que já os Cavaleiros
Templários e depois os da Ordem de Cristo aqui souberam descobrir
e apreciar. |
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Formando um harmonioso conjunto urbano e rústico, com a sua
parte residencial e alguns anexos para a vida agrícola, a
Quinta de Chão de Ordem, na viragem do Século XX para o XXI,
é um testemunho vivo de bom gosto e de apreço pela excelência
natural do lugar, do ambiente e da qualidade de tudo quanto
que nela se produz, como acontece ainda hoje pela mão dos
seus proprietários.
A parte habitacional da Quinta tem uma traça simples e convidativa.
A escada que conduz ao primeiro andar continua pela varanda,
como quem envolve os visitantes num único abraço. A nobreza
do acolhimento revela-se naturalmente no piso superior, mas,
à boa maneira dos antigos, a maior franqueza tem lugar
ao nível do piso térreo. Quando as suas portas se nos escancaram
abre-se inteiro o coração da casa. |
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Os Cavaleiros do Templo e depois os da Ordem de Cristo, cansados
dos trabalhos da Presúria, procuravam ambientes acolhedores
e silenciosos. Nos nossos dias, com um tipo de vida não menos
desgastante e cada vez mais complicado, é uma necessidade
usufruir de lugares como este, onde se pode viver ao ritmo
tranquilo da Natureza. |
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Um ambiente repousante é uma dádiva do Céu. E para que
a serenidade seja um estado de alma, o cenário, simples e
acolhedor, não pode deixar de condizer. |
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O Tempo perguntou ao Tempo quanto tempo o Tempo tem. E o Tempo
respondeu ao Tempo que o Tempo tem tanto tempo quanto tempo
o Tempo tem.
Mas, francamente, num lugar destes, quem quer saber do Tempo? |
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Embelezando a sala, a que a mobília dá o tom, um ramo de flores
irmana-se com as pedras do lagar - presença significativa da
vida agrícola desta casa que se abre aos visitantes
com a mesma alegria com que acolhe a luz do Sol. |
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A garrafeira da Quinta do Chão d' Ordem foi ninho de amores
alados. No interior do pombal, que externamente se mantém
como era, estão contidos os tesouros que a videira filtrou
do mais íntimo da terra, verdadeiros diamantes que o lavrador
soube lapidar. Nos alvéolos onde os pombos se acolhiam há
garrafas que escondem colheitas e segredos.
É esta, verdadeiramente, "a jóia dos Templários"...
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xtos |